Crítica: Encontro Explosivo


Será que eu ainda lembro como se escreve isso? Tanto tempo… rsrs Vamos ver…

Sinopse: June (Diaz) sempre foi uma mulher solitária. Mas, ao conhecer Miller (Tom Cruise), um agente secreto, dentro de um avião, sua vida muda totalmente. Ele a leva numa violenta viagem pelo mundo, para proteger a chave de uma infinita fonte de energia.

Saí do Anima Mundi (post sobre o festival no próximo domingo, 25/07) ontem e decidi dar uma passadinha no Plaza Shopping para ver o que estava em cartaz no cinema de lá. Há bastante tempo que eu não via um filme com Tom Cruise no cinema. O último que eu vi foi Guerra dos Mundos… Deixando essa defasagem de lado, vamos ao que interessa. Fui ver o que a mistura entre Diaz e Cruise pôde proporcionar.

E o resultado foi: um filme divertido. Os fatos são os seguintes: Cameron Diaz, na pele de June, vai visitar a irmã que está para  casar e no aeroporto conhece Miller. Acontece uma armação para que eles dois fiquem no mesmo voo e, já lá em cima, eles se conhecem melhor. Já nesse ponto podemos prever que June se apaixona pelo espião e que a todo momento Miller encontrará com “os caras maus” tentando matá-lo (seria muita inocência nossa acreditar que os outros poucos passageiros do avião estariam lá apenas para viajar). E é assim que a trama do filme dá às caras até o final.

Trocando em miúdos, a trama espiã do filme só serve para prender a nossa atenção enquanto o desenrolar romântico dos personagens principais se constrói. Além disso, o roteirista usa e abusa de clichês dos filmes de ação. Coisas do tipo: Miller cercado de bandidos e ele com duas submetralhadoras dá cabo deles todos. Outro exemplo é a cena de perseguição em Sevilha, na Espanha, com todos aqueles movimentos do casal em cima de uma moto… Enfim, não vou falar todos aqui porque senão perde a graça e se você ainda não assistiu vai perder a vontade. rs Apesar disso, os diálogos são bem interessantes. E o filme vale mais por isso do que por qualquer outra coisa. São ágeis e engraçados. Não deixa nada fora do lugar e garante uma sequência lógica bem amarrada. Garantiu boa risadas do início ao fim.

A direção de James Mangold, aliada ao roteiro de Patrick O’Neill, deixou Encontro Explosivo parecer um mix de Missão Impossível (pela ação contida no filme somada ao fator “Cruise”) com James Bond (pela ação contida no filme somada ao fator “Bond + Mulheres”). Ou seja: podemos resumir Encontro Explosivo assim: A² + R( HU), onde A = Ação; R = Romance; HU = Humor.

Então, gente, é isso. Encontro Explosivo é entretenimento, comédia sem rodeios e ação pra todo lado. Não vá ao cinema pensando em ver uma história de espionagem fenomenal, cheia de tramas e intrigas, porque nem mesmo é essa a proposta do filme. O filme é todinho baseado na empatia do casal principal, numa história que usa a espionagem como pano de fundo para que o romance entre eles se desenvolva. Com direito a uma segunda mulher metendo o pitoco onde “não é chamada” e deixando a protagonista confusa em relação aos sentimentos dela por ele. É um filme que diverte. Nada além disso.

Encontro Explosivo (Knight and Day), distribuído por 20th Century Fox, EUA 2010, um filme de James Mangold, com roteiro de Patrick O’Neill, com Tom Cruise, Cameron Diaz, Peter Sarsgaard, Marc Blucas, Jordi Mollà, Viola Davis, Paul Dano, Maggie Grace, Ação/Romance/Comédia, 109 min., inadequado para menores de 14 anos.

PS.: Amo Viola Davis, até num papel coadjuvante de coadjuvante.

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