Crítica: Amor Sem Escalas

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Sinopse: Ryan Bingham (George Clooney) é um consultor que trabalha para uma empresa e sua principal função é demitir pessoas. Por conta disso, aprendeu a ser uma pessoa fria e sem muitos relacionamentos. Seu emprego é posto em risco quando surge Natalie Keener (Anna Kendrick), que desenvolveu um sistema de videoconferência por onde as pessoas poderão ser demitidas sem que ocorram as viagens e os consultores deixem os escritórios. Isso põe em risco também outro sonho de Ryan, o de conseguir um determinado número de milhas aéreas e entrar para um seleto grupo de viajantes. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, viajando com Anna para mostrar a realidade de seu trabalho.

Amor Sem Escalas não é um mero dramazinho sobre relacionamentos. É muito mais do que isso. É um drama, com pitadas de comédia na dose certa, onde a desumanização provocada pelos rumos dos relacionamentos no tempo contemporâneo é posta em cheque. O filme é baseado em um livro lançado em 2001, mas sua história cai como uma luva para os dias de hoje, com tanta gente falando em “crise econômica mundial”.

O personagem de Clooney faz o que todo patrão tem medo de fazer: despedir. Sim, ele é contratado pelas empresas para que faça o trabalho sujo. Com bastante tempo nessa função, ele já adquiriu toda a frieza psicológica necessária para lidar com a situação. A atuação brilhante de Clooney, muitas vezes só dependendo de sua expressão facial e corporal, aliada a um texto  leve, faz jus à sua indicação ao Oscar de Melhor Ator por seu trabalho no filme. Inteligentemente comandado por ele (e por quem escreveu seu personagem), o filme nos faz ter reflexões sobre como mantemos (ou não) nossos relacionamentos e nos mostra a importância deles. Mesmo que eles sejam fardos pesadíssimos que tenhamos que carregar, diferentemente do que pensa Bingham.

O ponto máximo do filme é ver o personagem de Clooney dividido entre duas mulheres: Alex (Vera Farmiga), uma versão feminina do próprio Bingham, e Natalie Keener (Anna Kendrick), sua colega de trabalho, vinte anos mais nova e com ideias revolucionárias para a carreira, o que não o agradam nenhum pouco. É com elas que ele vai aprender o valor de cada relacionamento, óbvio que salvaguardando as especificidades de cada um. Vai ter que dividi-las com o seu único passatempo preferido: acumular milhas de voo.

O título nacional de Up in the Air (Amor Sem Escalas), pode, à primeira vista, nos enganar e pensarmos que ele se trata de só mais uma comédia romântica. Mas não é isso o que Jason Reitman, diretor dos também aclamados “Juno” e “Obrigado por Fumar“, comunica. O filme nos faz ter profundos pensamentos sobre o caminho que tomamos em nossos relacionamentos e o que construimos em nossas vidas.

Amor sem Escalas (Up in the Air), distribuído por Paramount Pictures, EUA/2009, um filme de Jason Reitman, com roteiro de Jason Reitman e Sheldon Turner, com George Clooney, Anna Kendrick, Vera Farmiga, Drama/Comédia/Romance, 109 min, inadequado para menores de 12 anos.

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2 comentários Adicione o seu

  1. iasodara_ disse:

    Adorei a critica, muito boa e essencialmente verdadeira. So gostaria que, depois, me dissesse o nome do livro no qual o filme ‘e baseado. Adoro os filmes do Jason Reitman. Ainda vou assistir “Amor Sem Escalas”, mas certeza que ja vou adorar. ‘E isso. Parabens pelo blog! :D
    beijos

    1. O filme tem o mesmo título do livro. A editora é a Record, tem 352 páginas e está a um preço médio de R$47,90

      :)

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