Crítica: Sherlock Holmes

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Sinopse: Final do século XIX. Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) é um detetive conhecido por usar a lógica dedutiva e o método científico para decifrar os casos nos quais trabalha. O dr. John Watson (Jude Law) é seu fiel parceiro, que sempre o acompanhou em suas aventuras. Porém esta situação está prestes a mudar, já que Watson pretende se casar com Mary Morstan (Kelly Reilly). O último caso da dupla envolve Lorde Blackwood (Mark Strong), por eles presos ao realizar um ritual macabro que previa o assassinato de uma jovem. Ele é preso e depois condenado à forca, mas misteriosamente é visto deixando o túmulo onde seu caixão foi deixado. Holmes e Watson são chamados para solucionar o caso e logo ele se torna um grande desafio para o detetive, que não acredita em qualquer tipo de magia.

Sedutor, lindo, lutador, destemido e com um feeling para a ação correndo em suas veias. Antes dessa releitura sobre o personagem de Conan Doyle feita pelo cineasta Guy Ritchie, essas seriam características impensáveis para o maior detetive que a literatura londrina já viu. Praticamente manda pros ares em minutos – em 128, pra ser mais exato –  aquela figura carrancuda, senhoril e que vivia com aquele chapeuzinho ridículo. Pelo menos o cachimbo continuou lá…

O filme tem um timing extremamente rápido. As cenas de ação, que em sua maioria são introduzidas por câmeras lentas, dando o efeito de que elas são mais rápidas ainda, fazem com que a história não se prenda muito somente nelas. O texto também é ágil e dinâmico, principalmente nas falas entre Holmes e Watson. Entretanto, é visível a intenção do diretor em se esforçar para fazer com que o filme agrade, o que é até compreensível, já que muitos apontam a franquia de Sherlock Holmes como sendo a substituta da de Harry Potter, esta que tem seu final decretado para 2011, pelo menos nos cinemas.

Falando sobre a atuação e sobre a importância dos personagens, o entrosamento entre Jude Law e Robert Downey Jr. torna o ato de se assistir ao filme bastante prazeroso. O que diminui o prazer são as cenas em que Mark Strong aparece. Atuação fraca e melancólica para um papel de suma importância, o de antagonista da trama. Rachel McAdams (Irene Adler no filme) cumpre seu papel, sem tirar nem pôr.

A cena final do filme não chega a ser um grande empecilho, mas torna o desfecho simplista, depois de uma trama extremamente bem elaborada. Particularmente não gosto quando todo o filme é explicado de maneira súbita, em uma tacada só. Gosto quando pistas são soltas e a gente mesmo faz as ligações necessárias em nossas mentes. Além de deixar as portas e janelas escancaradas para uma continuação. Apesar desses tropecinhos, tive um ótimo e divertido entretenimento.

Sherlock Holmes (idem), distribuído por Warner Bros, ING/EUA 2009, um filme de Guy Ritchie, com roteiro de Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg, com Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Kelly Reilly, Ação/Aventura/Suspense, 128 min, inadequado para menores de 14 anos.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Carol disse:

    Ahh! Mas Fah!! Essa coisa de deixar a resolução toda para o final é tipica do Sherlock! Alguma coisa dele tinha que sobreviver nesse filme! xD

    Não toh criticando o filme non, alias gostei muito dele. Principalmente do Watson!! Oh Moh Deusooo!! Lindo demais XD e achei legal que o Guy Tenha mantido uma caracteristica dele que quase ninguem deve ter reparado… o Watson eh manco XD

    Amei!

    Acho que grande parte dos fãs do Holmes podem ter ficado aborrecidos com essa “mudança” mas ainda assim acredito que o filme possa agrada-los de alguma forma.

    Me agradou =D

    bjo Fah!!

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