Crítica: Nova York, Eu Te Amo

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Sinopse: Em “Nova York, Eu Te Amo!” onze diretores contam histórias de amor, medo e humor que se passam na cidade de Nova York, a metrópole que nunca dorme. O filme é nos moldes de “Paris, Eu Te Amo”, dando continuidade ao projeto “Cities of Love”.

Confesso que estava bem curioso para ver “Nova York, Eu Te Amo!”, depois de terem falado coisas muito boas sobre o primeiro filme deste experimento cinematográfico que teve Paris como pano de fundo. Quando chegou o convitinho da Califórnia Filmes aqui pra mim soltei fogos de alegria.

Eu, que ainda não fui a Nova York, depois de ver o filme, fiquei ainda com mais vontade de visitar a cidade. Não que o filme só tenha mostrado o lado bonitinho e turístico da cidade. E nem é esse o propósito do filme. O propósito do filme é mostrar situações cotidianas que, quem conhece a cidade e viu o filme, deve ter pensado: “Isso só poderia ter acontecido em Nova York”.

Fisicamente falando, “Nova York, Eu Te Amo” é uma montagem com várias esquetes, sob o ponto de vista dos vários diretores/escritores participantes do projeto, acerca do cotidiano cosmopolita da mais importante cidade do mundo. Cada diretor/roteirista mostrou o que é NY para ele(s), mostrando aspectos que, no caso, como escrevi acima, só poderiam acontecer em NY, ou algo do tipo.

Como o filme é o resultado de segmentos dirigidos/escritos por equipes totalmente ímpares entre si, era esperado que momentos de altos e baixos ocorressem no decorrer do filme. Em minha opinião, os melhores segmentos ficaram a cargo dos diretores Joshua Marston (última esquete, dos idosos), Shunji Iwai (do compositor de trilhas sonoras para desenhos animados, papel de Orlando Bloom) e Mira Nair (segmento do casamento judeu ortodoxo, no qual Natalie Portman atuou). Por falar em Natalie Portman, “Nova York, Eu Te Amo!” também foi a estreia dela por detrás das câmeras, dirigindo um dos segmentos.

O filme é muito bem realizado. Cada diretor deixa impressa sua marca, mas, quando os diferentes segmentos são combinados, eles se entrelaçam de uma forma surpreendentemente bem, como peças de um quebra-cabeças. E, o mais legal de tudo, é que a narrativa foge do comum. A pluralidade cultural demonstrada durante o filme até nos deixa um pouco em casa, pois como alguém fala no filme, parece que em Nova York cada um veio de algum lugar diferente (do mundo). Vou alí pegar um avião e já volto…

Nova York, Eu Te Amo! (New York, I Love You!), distribuído por Califórnia Filmes, EUA/2009, um filme de Allen Hughes, Brett Ratner, Fatih Akin, Jiang Wen, Joshua Marston, Mira Nair, Natalie Portman, Randall Balsmeyer, Shekhar Kapur, Shunji Iwai, Yvan Attal, com roteiro de Emmanuel Benbihy, Tristan Carné, Hall Powell, Israel Horovitz, James C. Strouse, Shunji Iwai, Israel Horovitz, Hu Hong e Yao Meng, com Bradley Cooper, Justin Bartha, Andy Garcia, Hayden Christensen, Rachel Bilson, Natalie Portman, Irrfan Khan, James Caan, Orlando Bloom, Christina Ricci, Maggie Q, Ethan Hawke, Anton Yelchin, Drama/Comédia/Romance, 110 min., Não recomendado para menores de 14 anos.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Paulo Victor disse:

    Veray *-*

  2. Marcelo Paiva disse:

    Achei seu blog pelo google! Tambem tenho um blog de cinema, passa la!

    Quanto ao filme, eu o amei da primeira vez que vi, o achei organico, bem feito, sensivel e certeiro, mas na segunda vez que vi, perdi uma grande sensibilidade pelo filme.

    Abracos.

  3. @merson disse:

    Interessantíssimo o filme, acho que nem vou ver para não ficar morrendo de vontade de conhecer Nova Iork Na boa, claro que vou ver, adoro a New York que só conheço dos filmes, como ambientado em alguns filmes do Woody Allen. Também adoro aquele “Gangues de Nova York” com o Di Caprio e o Daniel Day-Lewis dando show!

  4. Carol disse:

    Os velhinhos são demais!!

  5. jose disse:

    achei que NY não foi muito bem representada nessa película. faltou muita coisa(claro, n tinha como colocar tudo em um unico filme), mas ha pessoas e lugares que são emblemáticos e lógicos quando se pensa em NY. os guetos, os negros, os músicos de rua, os mendigos…

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