Crítica: Os Fantasmas de Scrooge


Sinopse: Ebenezer Scrooge (Jim Carrey) é um homem avarento que não gosta do natal. Comanda a punhos de ferro um escritório em Londres e conta com a ajuda de Bob Cratchit (Gary Oldman), seu pobre, mas feliz empregado. Numa véspera de natal, Scrooge recebe a visita de seu ex-sócio, Jacob Marley, morto havia sete anos naquele mesmo dia. Marley diz que seu espírito não pode ter paz, já que não foi bom nem generoso em vida, mas que Scrooge pode ter um fim diferente e, por isso, três espíritos o visitariam para lhe mostrar que ainda há chance de mudar. O filme baseia-se no clássico conto natalino “A Christmas Carol”, criado pelo escritor inglês Charles Dickens.

A história em que se baseia o filme é amplamente conhecida e várias foram as adaptações e menções já feitas a ela na história do cinema. A que mais me vem à cabeça é a versão de 1983, da Disney, onde o papel equivalente ao de Ebenezer Scrooge é do Tio Patinhas e Bob Cratchit é o Mickey Mouse. No quesito “originalidade”, o filme deixa bem a desejar.

O filme foi feito em 3D com a tecnologia de captação de movimentos, o que encareceu bastante a produção: custou aos cofres da Disney a bagatela de 200 milhões de dólares. Seu diretor, Robert Zemeckis, já usou tal recurso antes, em outro filme com a temática natalina, “O Expresso Polar”. E isso fez a total diferença. Ainda mais visto em uma sala IMAX 3D Digital, que foi o meu caso! Eu estava visitando Curitiba (uma das duas únicas cidades no Brasil com IMAX – a outra é São Paulo, também com uma sala)  e aproveitei para ver como isso funcionava… Estou louco para uma sala dessas aparecer aqui pelo Rio!

Quando o primeiro fantasma aparece e leva Scrooge para um passeio foi eleita a melhor cena do filme, já que eles voam e a sensação de poder voar que o IMAX proporcionou foi mágica! Foi a melhor experiência cinematográfica do ano para mim e uma das melhores e mais excitantes da minha vida… Juntando isso tudo com a melhor companhia que se pode ter para se ver um filme no cinema, aí já viu, né? Fiquei extasiado. rs

Jim Carrey, como de praxe, deu conta do recado. Assisti à versão dublada do filme. Nela, Guilherme Briggs (dublador oficial de Jim Carrey para versões brasileiras), além de fazer a voz do Scrooge, também dublou as vozes dos três espíritos, assim como Carrey fez na versão original. Gostei do resultado. Gary Oldman merece críticas à parte. Seu personagem dá à história o tom de dramaticidade necessária para que ela vá em frente e não fique apenas nos planos aventurescos inseridos pelo diretor. Oldman carrega essa responsabilidade com maestria.

Apesar de o filme ter em todas as cenas a assinatura e o “jeito de ser” da Disney, o longa apresenta elementos sombrios e pesados. @Mirabelaas, uma amiga e seguidora no Twitter, me perguntou se o filme era entendível para uma criança de quatro anos. Respondi com sinceridade que eu não sabia, apesar da classificação indicativa ser livre. Ou seja: o filme não tem um público-alvo definido. Embora seja um tipo de animação, ele apresenta muitos sustos, mensagens subliminares e é vertiginoso em algumas cenas. Se possível, veja em 3D. Se for mais possível ainda, veja em IMAX 3D. Dentro de suas peculiaridades, é divertido.

Trailer:

Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol), distribuído por Walt Disney Studios Motion Pictures, EUA/2009, um filme de Robert Zemeckis, com roteiro de Robert Zemeckis, baseado em livro de Charles Dickens, com Jim Carrey, Gary Oldman, Colin Firth e Lesley Manville (dublagem: Guilherme Briggs, Mauro Ramos, Reginaldo Primo, Sílvia Goiabeira, Fabrício Vila Verde), Animação/Aventra, 96 min. Classificação indicativa livre.

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4 comentários Adicione o seu

  1. GrandeRao disse:

    eguaaaaaaa
    deve ser do kralho esse filme
    doiiiiiiiido
    tenho q ver
    hehe
    abraços

  2. Juliana disse:

    aii eu ja vii esse filme é muito xato se eu fosse vcs não via que coisa mais xata

    1. Muito interessante seus argumentos… “xato” e “coisa mais xata”… LOL Poderia ter dito o porquê de ter achado o filme chato… (:

  3. Vinícius Vilarinho Barbosa disse:

    Realmente poderia ter dito o porquê de ter achado o filme chato?? oO
    Eu assisti e achei uma história muito interessante e bonita. O Natal é uma data que deve ser reconhecida completamente diferente das outras, o que não se ve nos dias de hoje.

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