Crítica: Distrito 9

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Sinopse: Há 20 anos uma gigantesca nave espacial pairou sobre Joanesburgo, capital da África do Sul. Como estava defeituosa, milhões de seres alienígenas foram obrigados a descer à Terra. Eles foram confinados no Distrito 9, um local com péssimas condições e onde são constantemente maltratados pelo governo. Pressionado por problemas políticos e financeiros, o governo local deseja transferir os alienígenas para outra área. Para tanto é preciso realizar um despejo geral, o que cria atritos com os extra-terrestres. Durante este processo Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um funcionário do governo, é contaminado por um fluido alienígena. A partir de então ele se torna um simbionte, já que seu organismo gera algumas partes extra-terrestres. Com o governo desejando usá-lo como arma política, Wikus conta apenas com a ajuda do extra-terrestre Christopher para escapar. (Adoro Cinema)

Tedioso. Adjetivo que ilustra o que senti durante o filme. Não parava de olhar para o relógio para ver se já estava dando a hora do filme acabar. A proposta de misturar uma narrativa de documentário à narrativa de ficção até pareceu uma boa ideia de início. De início… Ao longo do filme ela se perde.

A escolha de Joanesburgo, cidade mais populosa da África do Sul (e NÃO é a capital, como dizem por aí), para ser o cenário do filme não foi à toa. Lembram da aula de história da tia Maricota, lá em épocas remotas, no colégio no qual você detestava ir? Lembra da palavrinha “apartheid”? Então… Essa é a palavra em africânder para “separação”. O que acontece com os extraterrestres que ficam “ilhados” na Terra é uma releitura e um avivamento da cena política vivida pelos sul-africanos durante as décadas compreendidas entre 50 e 90.

Talvez a minha sensação de tédio possa ser explicada por um comentário publicado por Marcelo Hessel, um dos cozinheiros que preparam o nosso Omelete diário, em sua crítica sobre o filme:

“Seria sacanagem detalhar mais o desenrolar da história – mesmo porque já bastam as explicações e os comentários constantes que o roteiro de Terri Tatchell (coescrito pelo diretor Neill Blomkamp) nos impõe. Se a nave se move, logo aparece uma repórter dizendo: ‘A nave se moveu!’. Se o herói está em fuga e não tem para onde ir, o áudio do comentarista entra para repetir: ‘Ele não tinha para onde ir!’.”

O filme tem muitos altos e baixos (mais baixos do que altos). Algumas más finalizações deram ao filme uma estética meio trash desnecessária à trama. A história da mutação é bem vinda, deu mais cara de ‘sci-fi’, mas a cena que ele corta um pedaço da mão de “camarão” (é assim que os et’s são chamados pejorativamente) poderia ter sido descartada.

Enfim… Ao meu ver, o filme fez muito barulho, gastou muito (cerca de 30 milhões de dólares) e deixou a desejar. A produção tem a cara de Peter Jackson e, por isso, sua produtora deve ter acertado a participação no longa depois do fiasco de Halo, cujo diretor Neill Blomkamp também ficaria à cargo de dirigir. Blomkamp não mostrou a que veio… Mais sorte da próxima vez.

Distrito 9 (District 9), distribuído por Sony Pictures, NZE/RAS, um filme de Neill Blomkamp, com roteiro de Neill Blomkamp e Terri Tatchell, com Sharlto Copley , Jason Cope , Nathalie Boltt , Sylvaine Strike , Elizabeth Mkandawie, Ficção Científica, 112 min. CLassificação indicativa: 16 anos.

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5 comentários Adicione o seu

  1. @masterssauro disse:

    mto medo de ver esse filme ahuahuahuahua

    seu blog continua otimo como sempre

    abraçao
    Marcelo

    1. Hehehe! Não tem que ter medo, oras! Você pode ir ver, ué. Essa aí é só minha visão sobre o filme.

      Vai que você o acha superhipermega fantástico?! Aí seria bem interessante você voltar aqui e dizer o que achou! XD

      Abraços!

  2. Carol disse:

    Filme de alienigena…?

    uhum….

    *comentario subliminar*

  3. pporto disse:

    “camarão”…. é o preconceito alcançando as estrelas… kkkkk meio piegas né, essa história de camarão… enfim…

  4. pirulitodebanana disse:

    Parabéns pelo blog!!!

    Uma das coisas que gostei do distrito foi o fato dele ter fugido do clichê alienígenas que vem a terra pra destruir tudo ou nos dar lição de moral, e também, pelos EUA não ser o palco principal da invasão.

    A narrativa das ações do filme me fez lembrar do Brito Jr na fazenda: Faz frio em Itu, Chove muito em Itu, Falano agora caminha em direção a sede….uhsuahsuahusha

    Bjs

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