Crítica: 9 – A Salvação


Sinopse: Quando o boneco 9 ganha vida, ele encontra-se em um mundo pós-apocalíptico, no qual os humanos foram dizimados. Por acaso, encontra uma pequena comunidade de outros como ele, que estão escondidos das terríveis máquinas que vagam pela Terra, com a intenção de exterminá-los. Apesar de ser o novato do grupo, 9 convence os demais que ficar escondido não os levará a nada. Eles devem tomar a ofensiva se quiserem sobreviver e, antes disso, precisam descobrir por que as máquinas querem destruí-los. (Yahoo! Cinema)

“Produzir”, trocando em miúdos na linguagem cinematográfica e sendo bem claro e objetivo, é “tornar o projeto viável”. Ou seja, arrecadar e pôr o dindin na mesa e distribuí-lo a cada parte responsável por cada parte da produção. Tá certo que o produtor dá pitaco de vez em quando, principalmente se ele é um gênio e sabe muito bem do que ele fala. Foi o mundo saber que o produtor de 9 – A Salvação era Tim Burton que logo todo mundo quis saber do que o longa se tratava.

A animação é bem diferente do que o próprio mercado de animação nos acostumou. A história é bem sombria, à la Tim Burton, os personagens não são bonitinhos e fofinhos e o enredo da história é bem puxado para o dramático, com pitadas de suspense. Foge do parâmetro de que tem que ter humor numa animação que é voltada (pelo menos era essa a intenção no início) para o público infant0-juvenil. Hoje é fato de que esse tipo de animação atinge muito mais aos adultos.

Tecnicamente falando, nem tem do que reclamar. É muito bem feita, com os acabamentos dados a esse tipo de produção sem nenhum tipo de exagero ou falta. A manipulação em 3D dos personagens não deixa a desejar. Muito pelo contrário. Eles nem ficam com aquele aspecto de “boneco de The Sims”.

Muito interessante é também a proposta apresentada para o mundo pós-apocalíptico, descrito na sinopse apresentada no início deste texto, “dominado por máquinas e com seres humanos aniquilados”. Uma pena é que a ponta do iceberg é a mesma do que em quase os outros filmes que tratam do tema (clichê detected!): a ganância humana destruirá (nesse caso, destruiu) o próprio homem. Entretanto, como não há humanos diretamente resolvendo o problema das máquinas (claro, eles não existem mais!), e sim criaturinhas desenvolvidas por um cientista, esse ponto negativo se anula.

Só não entendi o propósito disso tudo, já que não existem mais humanos e não há nenhuma menção no filme em tentar trazê-los de volta, ou algo que caminhe nesse sentido. Quando do final do filme, há uma mistureba entre ciência e atividades ocultas. Tem até fogueira e o que parecem ser os “espíritos” dos bonequinhos que se sacrificaram na luta contra as máquinas. “Eles estão livres agora”, disse a Número 7… Oi? Isso tudo me deu a impressão de estarem preocupados de mais em explicar certas coisas que se esqueceram de outras.

Acho que os quatro anos de desenvolvimento que o filme teve não foram suficientes para o amadurecimento da ideia de tornar a história de um curta metragem em uma de um longa metragem. Parece que 9 – A Salvação prova que transformar uma história concebida originalmente para um curta em uma narrativa de um longa é bem mais complexo do que se parece.

9 – A Salvação (9), distribuído por PlayArte, EUA, um filme de Shane Acker, com roteiro de Shane Acker e Pamela Petler, com as vozes de Elijah Wood, Jennifer Connelly, John C. Reilly, Crispin Glover, Martin Landau, Christopher Plummer, Fred Tatasciore na versão original, Animação, 79 min. Livre.

Obs.: Os bonequinhos de “9 – A Salvação” me lembram um pouco os desse curta metragem aqui.

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3 comentários Adicione o seu

  1. Rapazigueiro disse:

    Parece mais um filme em que seres humanos tentam sobreviver de monstros desconhecidos. Parece-me uma coisa pré-histórica, também. Mas diz que se passa no futuro, né…

  2. Carol disse:

    Ah Fah! eu gosto dos bunekinhos do the sims XD XD XD XD

    Agora sem zuação…Eu non assisti ao filme, mas soh por ele ter uma proposta diferente eu jah tenho vontade de assistir… como eu jah t disse uma vez, toh cansada de animações de bichinhos fofinhos fora de suas casas ou coisas assim…foi legal com a era do gelo, mas depois veio uma cacetada de filmes iguais e deu no saco…

    Esse filme me pareceu interessante. Vou ver se assisto e se encontro uma visão diferente da sua pro final…eu encontro cada significado nas coisas! Quem sabe non vira coleção? XD XD XD

    Ah! tb me lembrou aquele curta! ;)

    =* Fah!

  3. Bruno disse:

    Alo,alo,tudo bem?assisti esse filme umas 4 vezes,e vou dar minha critica:

    Desenhos e Animação:9.5
    Nuss,é muito bom,realmente se nota o arduo trabalho de 4 anos,foi um pouco sem imaginação a fera parecer um dinossauro

    Historia:7.5
    Como voce disse:”Clichê detected”,porém….o fato de não serem bichinhos fofos torna o desenho um pouco melhor,claro,gostei de madagascar,era do gelo,planeta 51 entre outros….mais foi uma inovação,tenho que dizer que minha prima de 7 anos assistiu e não ficou nem um pouco assustada nem triste,ela até gostou um pouco,e eu também gostei extramamente

    Personagems:8.7
    Muito bem escolhido o roteiro,mais não posso deixar de dizer que,uma menina cujo é apaixonada pelo heroi e luta,é um clichesinho né?

    Nota final:8.3

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